Acho que foi Roberto Campos, um dos maiores pensadores que já floresceu nesse país, se não estou enganado, que disse “que o homem que mantém um diário é, por definição, um chato”. Não estou bem certo, mas tenho quase certeza que a frase foi por ele cunhada, o que de qualquer maneira, pouco interessa. O que realmente importa, é que sempre considerei a sua opinião sobre o tema como profundamente acertada: um homem, mantendo um diário?! Ou é um grandessíssimo chato, ou um “animal silvestre”.
Um dos problemas com a maturidade ou avanço para a meia idade, é que o que antes víamos como atributos (duvidosos na maioria das vezes), hoje nos parecem com clareza, o que realmente são: idiossincrasias, excentricidades, ignorância, paranóia, estultícia, neuroses, enfim, uma série de esquisitices – que todos possuem – que a maioria, na adolescência ou no início da idade adulta, tem a péssima mania de afetar como qualidade. No meu caso, o que eu pensava ser virtude ou um conjunto de qualidades, na realidade não passava de pura chatice. Sim, sou um chato, entre outras coisas ainda mais desabonadoras! Ao concluir e aceitar tal fato, resolvi escrever uma espécie de diário, mas não um relato das minhas infindáveis horas no escritório, ou sobre a minha vida doméstica, ou ainda, sobre minhas poucas horas de lazer e bebedeiras, o que seria chatíssimo, e sim, sobre algo complexo, emocionante, tenso, excitante, cerebral, desafiador, divertido e charmoso: o poker, ou melhor dizendo, sobre minhas histórias no jogo; melhores e piores jogadas; decisões acertadas e idiotas; análises; "felling hand"; sentimentos; derrotas e vitórias; avaliações e impressões.Não estou convencido da validade ou fecundidade do projeto que me propus a desenvolver, aliás, não estou nem ao menos certo do seu mérito (duvidoso), formato, interesse ou a maneira como será apresentado, o que sei apenas, é que faço, inicialmente, para deleite e reflexão pessoal. Não obstante, é óbvio o meu interesse em compartilhá-lo com amigos, colegas e jogadores de poker de maneira irrestrita, o que me obriga a uma série de preâmbulos e prévios esclarecimentos. Creio que à medida que as linhas deste diário forem escritas, as razões, motivos e explicações para o seu nascimento e existência apareçam naturalmente, ao menos, assim espero.
Um dos problemas com a maturidade ou avanço para a meia idade, é que o que antes víamos como atributos (duvidosos na maioria das vezes), hoje nos parecem com clareza, o que realmente são: idiossincrasias, excentricidades, ignorância, paranóia, estultícia, neuroses, enfim, uma série de esquisitices – que todos possuem – que a maioria, na adolescência ou no início da idade adulta, tem a péssima mania de afetar como qualidade. No meu caso, o que eu pensava ser virtude ou um conjunto de qualidades, na realidade não passava de pura chatice. Sim, sou um chato, entre outras coisas ainda mais desabonadoras! Ao concluir e aceitar tal fato, resolvi escrever uma espécie de diário, mas não um relato das minhas infindáveis horas no escritório, ou sobre a minha vida doméstica, ou ainda, sobre minhas poucas horas de lazer e bebedeiras, o que seria chatíssimo, e sim, sobre algo complexo, emocionante, tenso, excitante, cerebral, desafiador, divertido e charmoso: o poker, ou melhor dizendo, sobre minhas histórias no jogo; melhores e piores jogadas; decisões acertadas e idiotas; análises; "felling hand"; sentimentos; derrotas e vitórias; avaliações e impressões.Não estou convencido da validade ou fecundidade do projeto que me propus a desenvolver, aliás, não estou nem ao menos certo do seu mérito (duvidoso), formato, interesse ou a maneira como será apresentado, o que sei apenas, é que faço, inicialmente, para deleite e reflexão pessoal. Não obstante, é óbvio o meu interesse em compartilhá-lo com amigos, colegas e jogadores de poker de maneira irrestrita, o que me obriga a uma série de preâmbulos e prévios esclarecimentos. Creio que à medida que as linhas deste diário forem escritas, as razões, motivos e explicações para o seu nascimento e existência apareçam naturalmente, ao menos, assim espero.
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